Como aconteceu no ano passado, Mogi das Cruzes é sede novamente de jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Ontem, duas partidas foram realizadas na "casa mogiana", o Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, a Arena Nogueirão, na Vila Industrial - Cruzeiro x River-PI e União Mogi x Bragantino, pelo grupo 22. A Copinha, como é conhecida, teve quebra de recorde de times participantes e também apresentou algumas mudanças no regulamento. Ao todo, 120 agremiações irão disputar o torneio mais democrático das categorias de base do futebol nacional, divididas em 30 grupos e 30 cidades paulistas.
Além do acréscimo no número de participantes e grupos, a Copinha proporcionará até seis substituições para cada clube. Segundo o regulamento, para que não haja impacto no tempo de bola rolando, as equipes poderão realizar as seis alterações em três atos, resultando em pelo menos duas de uma vez. A decisão foi adotada pela federação após conversas com o "Movimento de Formação do Futebol Brasileiro", que reúne vários times do futebol brasileiro. A decisão levou em conta a saúde física dos atletas, pois a competição é realizada em um curto período, além de dar mais oportunidades para outros atletas atuarem.
Claro que é um orgulho para o Alto Tietê ter um município como sede desta competição, conhecida por revelar vários talentos ao futebol profissional. Mas vale lembrar que, a princípio, a reforma do Nogueirão tinha como objetivo transformar a arena esportiva mais atrativa aos olhos da FPF, com possibilidade da cidade mogiana receber jogos do futebol profissional, como, por exemplo, disputas do Campeonato Paulista. Mas, até agora, o máximo que a cidade conseguiu trazer foram os jogos da Copinha - o que é de muita valia, mas muitos mogianos ainda aguardam um grande clube profissional desfilando pelo gramado da Arena Nogueirão.
Se por enquanto o foco é a Copinha, é bom que a segurança seja reforçada, como o próprio prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB), já adiantou ontem, que assim será feito. Afinal, no ano passado, a torcida Independente do São Paulo FC, protagonizou cenas de violência e destruição no Nogueirão durante a disputa desta competição e ainda não arcou com o prejuízo de R$ 68 mil, pelos equipamentos quebrados. O caso ainda corre na Justiça.
Enquanto não temos jogos profissionais no Nogueirão, vamos acompanhar, de perto, futuros craques, que podem garantir uma vaga em um grande clube a partir de suas atuações na arena mogiana.