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No início da tarde de ontem, o empresário Eike Batista foi transferido para a Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele foi preso por agentes da Polícia Federal pela manhã logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão de um voo vindo de Nova York, nos Estados Unidos.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que, após triagem inicial no Presídio Ary Franco, Eike foi transferido. "Ele ingressou na porta de entrada para presos federais e, após ser avaliado, foi transferido para uma unidade de acordo com o perfil", diz a nota da Seap. Em Bangu 9, ficam presos sem curso superior, em cela comum, que é o caso do empresário.
Eike, proprietário do grupo EBX, é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso. Eike e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Os três também são suspeitos de terem obstruído as investigações.
Na última quinta-feira, a Polícia Federal tentou deter o empresário em sua casa, no Rio de Janeiro, mas ele não estava lá. Os advogados informaram que Eike havia viajado a trabalho para Nova York e que voltaria ao Brasil para se entregar. A Polícia Federal o considerou foragido e pediu a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional.
O advogado do empresário, Fernando Martins, disse após a prisão do cliente, que a estratégia de defesa ainda não foi definida. "Vamos aguardar para conversar com o cliente e aí a gente posiciona melhor a linha de defesa. Estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis no sentido de preservar sua integridade física. Este é nosso primeiro objetivo", afirmou. Segundo ele, o empresário ainda não se posicionou sobre um possível acordo de delação premiada: "Ontem, ele deu entrevista de que passaria a limpo. Eu entendi daquela entrevista que é prestar os esclarecimentos necessários. Nós vamos agora definir a linha de defesa em conjunto".
Exceção
O presídio para qual foi levado Eike Batista é um dos poucos do Rio que não têm quadro de superlotação. De acordo com o Ministério Público Estadual, o presídio tem capacidade para 547 detentos e hoje tem 424 internos. Esta realidade é uma exceção no sistema.
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