O assunto mais comentado nestes primeiros dias do ano certamente são os novos prefeitos que tomaram posse no último domingo. Com exceção de Guararema e Itaquaquecetuba, todas as cidades da região estão sob novo comando. O discurso mais comum é da austeridade, com controle dos gastos e contenção de despesas, diante da crise econômica e da consequente queda da arrecadação.
Austeridade que já vem sendo praticada em grande parte das empresas e, principalmente, nos lares brasileiros, em virtude do crescente desemprego e do aumento de preços, que atinge desde o supermercado até os postos de combustíveis, e se tornaram rotina no ano passado. E, assim como os chefes do Executivo, a atenção da população nestes primeiros dias do ano se volta para o bolso.
Neste primeiro trimestre, além das contas do dia a dia, muitos já devem ter recebido o boleto para o pagamento do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) que, segundo o governo estadual, teve o custo reduzido em 4,8%, em média, sendo que apenas para automóveis a queda é de 5,3%. Mas, é preciso estar com as finanças em dia para aproveitar o desconto, mesmo que pequeno, de 3%, oferecido para a quitação neste mês.
Em breve, os moradores das cidades do Alto Tietê também começarão a receber os carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Em Mogi das Cruzes, por exemplo, o aumento será de 8,79%, conforme aprovado pela Câmara em uma das últimas sessões de 2016.
E ainda vem por aí as listas de materiais escolares, que exigem dos pais e responsáveis muita pesquisa para conseguir os melhores preços. Sem falar de outros gastos que as escolas demandam, como uniforme e a matrícula, no caso das particulares.
O momento atual é desafiador, especialmente para quem não conseguiu manter as contas em dia em 2016 e reservar parte do 13º salário para as primeiras despesas do ano. Problema ainda maior para quem está desempregado. Que o novo ano traga novas oportunidades, como uma das oferecidas no Emprega Mogi, que inicia o ano com 281 vagas em aberto.
Já nas administrações municipais, entre as medidas para conseguir pagar as contas e manter as cidades funcionando, não apenas nos primeiros dias de mandato, como nos quatro anos que os políticos terão pela frente, algumas adotaram o corte de secretarias, como foi feito pelo prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR). É chegada a hora da austeridade ser mesmo a palavra de ordem, seja no setor privado ou público.