A simetria é a perfeita harmonia dos componentes que formam o todo que produz a beleza. A assimetria deforma o todo quando busca pela arte, filosofia, ciência ou tecnologia aperfeiçoar em separado cada parte sem ter como modelo o belo do todo.
Em sua insignificância o homem deforma o que Deus forma, produzindo a feiura. Francis Schaeffer, filósofo e teólogo cristão, autor do livro, entre outros, "A Morte da Razão", nos conduz a um estudo sério da Natureza, colocada no andar de baixo de um diagrama em que a Graça se acha no andar de cima, procura devorar essa a fim de reinar, com poder, no lugar de Deus, sobre toda a Criação, desprezando o amor ágape.
Na gangorra da vida, temos em uma extremidade o poder competindo com o amor, colocado no outro lado, e é fácil concluir que o equilíbrio entre ambos é efêmero, sempre haverá essa assimetria: quando o poder sobe o amor desce, quando o amor sobe o poder diminui. Somente Deus tem a simetria eterna que permite a convivência em harmonia do poder sem soberba com o amor sem egoísmo.
Hitler vestia o mal com uma capa de amor usando a mídia de sua época para apregoar, através de um filme, que se pode matar por amor, baseado no pensamento de Maquiavel que os fins justificam os meios, preparando, assim, a mente do povo alemão para aceitar o Holocausto.
Desde o momento em que o homem comeu do fruto proibido da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, no Jardim do Éden, sua mente totalmente corrompida, após a Queda, causou tão grande assimetria do Bem que ele já não sabe diferenciá-lo do Mal. Justificando suas atitudes depravadas o homem natural diz: o Mal não é tão mau assim, e o Bem não é tão bom assim.
Na verdade, o tão desejado e decantado conhecimento pelos nossos primeiros pais, Adão e Eva, nos permitiu as conquistas da Ciência e da Tecnologia, mas pouco foi desvendado dos mistérios da mente que pudessem, aplicados, domar nosso comportamento selvagem. Só Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, pode nos dar paz num mundo em guerra.