Se não bastasse pagar caro para encher o tanque do carro, o brasileiro ainda enfrenta o problema dos golpistas que adulteram o combustível. A falta de consciência de donos de postos, de fiscalização e de atuação da Justiça é responsável pela má qualidade da gasolina que encontramos no País.
Ontem, mais uma vez, foram descobertos estabelecimentos que vendiam gasolina adulterada na região. O crime ocorria em Itaquaquecetuba. O local foi fechado, mas ninguém foi preso. Ou seja, centenas ou milhares de pessoas devem ter comprado combustível "batizado", os carros podem ficar com problemas por causa disso, o que vai gerar mais gastos ao proprietário e ninguém é responsabilizado. Culpado, talvez sim, mas punido não.
Normalmente, quando a Justiça atua até o fim nesses casos, o empresário do posto tem a licença cassada e não pode mais atuar neste ramo. Pouco para quem pode ter causado tantos prejuízos por adulterar um produto, ter enorme lucro por conta disso, desrespeitar o próximo e contribuir para que automóveis, que custam muito caro, estraguem mais rapidamente.
É com esse pensamento de levar vantagem em cima do outro que o brasileiro vai levando a vida. E, infelizmente, não há fiscalização suficiente para conter esse hábito. Operações de combate à adulteração de combustíveis ocorrem com boa frequência, mas não conseguem coibir essa prática comum no Brasil e aqui no Alto Tietê.
O Brasil já tem uma das gasolinas mais caras do mundo, sendo que o País é um dos maiores exportadores de petróleo via Petrobras. Porém aqui o preço é alto, enquanto nos países que produzem petróleo o produtor é barato. Um dos maiores concorrentes da Petrobras é a Venezuela. Lá a gasolina sai por R$ 0,06 o litro, acreditem. Aqui, está em torno de R$ 3,40 o litro. É o povo financiando uma empresa envolvida em quase todos os grandes casos de corrupção, com políticos que receberam propina a rodo. Esse dinheiro poderia ser direcionado para algo produtivo para o povo e não aos bolsos dos corruptos.
O interessante é perceber que políticos entram e políticos saem do cenário, mas ninguém tem coragem de enfrentar esse problema, falar sobre ele e tentar iniciar uma mudança em benefício da população. Essa é uma daquelas coisas que todos sabem que existem, mas preferem não se meter. Enquanto isso, continuamos pagando caro por produtos adulterados e criminosos vão ganhando em cima da nossa incapacidade de reivindicar nossos direitos.