Algo que me agrada é visitar livrarias. Um local onde ocorrem momentos especiais na relação com a leitura, com o livro, enquanto objeto e meio de transmissão de conhecimentos, dos mais variados.
Nem adianta me falarem dos "livros digitais", sou um apaixonado pelo "livro de papel", suas capas, suas folhas, com peso e textura. Aconselho que os passeios em livrarias sejam realizados com as crianças, para que se encantem por esse mundo, para que despertem as curiosidades, desde o encanto pelos títulos, o namoro de suas primeiras páginas até a leitura e a descoberta de seus conteúdos.
Convidei minha esposa para irmos a um shopping específico que tem uma das maiores livrarias da cidade de São Paulo. Almoçamos, fomos ao cinema e finalizaríamos na livraria. Algumas horas foram reservadas para uma investigação completa das prateleiras em tabaco, das capas coloridas e das páginas com suas gramaturas e colorações.
Mais uma parada. Uma loja de joias da qual minha mulher é fã. Uma dessas que vendem pulseiras e pingentes, que formam essas "pulseiras lego", para as quais sempre podem ser compradas mais peças e sempre podem ser modificadas. Não é assim que se chama, mas poderia ser.
Perguntei à vendedora onde ficava especificamente a livraria. Pelo vão livre, ela me apontou o andar acima e em frente, era exatamente ali. Minha esposa escolheu o seu pingente e pagou. A vendedora me entregou o comprovante em mãos, mas não fui eu quem realizou o pagamento. Nosso contato foi finalizado com um comentário, da vendedora para a minha esposa: "A senhora também vai gostar da livraria, porque lá tem daquelas coisinhas de decoração que adoramos, vasinhos e tudo mais".
Visitamos, enfim, a livraria e o passeio foi tão agradável quanto deveria ser. Escolhemos alguns livros e jantamos.
A passagem pela joalheria foi surreal, poderia estar em um daqueles livros, veio parar nesta coluna. O título poderia ser "machismo" ou "a vendedora machista". Não tenho certeza.