A saúde é uma das áreas que mais preocupa a população e que mais necessita de investimentos para que seja praticada com a qualidade que todos merecem, especialmente na rede pública, sem aguardar meses para a realização de um exame ou mesmo para conseguir uma consulta. Se pensarmos como um paciente, é alguém que corre risco de morte, respirando com a ajuda de aparelhos, mantendo-se vivo pelo empenho daqueles que têm a profissão como uma verdadeira missão de vida, como também gestores que tentam fazer a diferença.
Em meio a muitos desafios, há motivos para acreditar na melhora do setor, especialmente nas cidades do Alto Tietê. Em Suzano, por exemplo, depois do descaso dos últimos anos, principalmente com a Santa Casa de Misericórdia, as esperanças se renovam com a nova administração municipal. Um passo importante foi a instalação de uma auditoria independente para avaliar a real situação do hospital.
No setor privado, ontem, a cidade voltou a ter uma maternidade particular, com a inauguração realizada no Hospital Santa Maria, pertencente ao Grupo Samed. Até então, os beneficiários de planos de saúde da cidade tinham que se dirigir às cidades próximas, como Mogi das Cruzes, para a realização dos partos.
Em Biritiba Mirim, o prefeito Jarbas Ezequiel de Aguiar (PV), o Professor Jarbas, anunciou esta semana a conquista de uma emenda parlamentar, por meio do deputado federal Andrés Sanchez (PT) de R$ 2 milhões, que será aplicada nas unidades de saúde da cidade, melhorando o atendimento para a população.
Continuidade é a palavra em Mogi, com o prefeito Marcus Melo (PSDB), que, inclusive, manteve o secretário municipal de Saúde, Marcelo Cusatis. A cidade segue sendo destaque na região quando se fala em saúde, dando novo impulso à Santa Casa e ampliando a rede de saúde com o Hospital Municipal, instalado em Brás Cubas, novos postos e as Unidades Clínicas Ambulatorias (Unicas), voltadas para especialidades.
São importantes exemplos, porém, que não diminuem os desafios para o setor, que, ao lado da segurança, é um dos que mais afligem a população. Há um longo caminho pela frente não apenas para as cidades da região, como também para os governos estaduais e federal, para que possamos ter um atendimento de qualidade, com profissionais bem preparados e bem remunerados, unidades com a estrutura adequada, tendo à disposição equipamentos não sucateados, como muitas vezes ocorre, mas modernos e em pleno funcionamento, sem falta de remédios ou de outros insumos.