É sempre muito bom quando gostamos do trabalho de algum artista, fazer aquela tietagem clássica. Compramos livros, assistimos peças, filmes, DVDs e tentamos acompanhar os passos dessa pessoa.
Todos temos ídolos, é fato. Minha tietagem atual tem muito a ver com o que venho vivenciando a quase quatro anos: a escrita.
Se antes já gostava de livros, desde que me tornei uma escritora e participante de Saraus, isso aumentou.
Mas, com um grande diferencial: se antes, meus ídolos eram inatingíveis no sentido de que nunca, absolutamente nunca, havia conversado com alguém que tinha escrito histórias que me fizeram viajar nas páginas, hoje tenho a felicidade de conviver com vários deles.
E olha, vou confessar para vocês, é maravilhoso poder ter isso em minha Vida.
Muitos deles são meus amigos, parceiros, convivemos juntos e nos "trombamos" em vários eventos, incluindo, lógico, o lançamento de seus próprios livros.
É indescritível a sensação de entrar numa fila esperando o autógrafo de alguém que se admira e esse alguém ser um amigo seu.
É uma mistura de felicidade e admiração, daquelas "babações de ovo" que tanto vemos por aí, mas com a diferença que é real. Sabe gente como a gente? Pois é, bem isso!
Faz muito tempo que não compro livros que não sejam de amigos meus. Sei da luta que é lançar seu próprio livro, sem apoio, sem visibilidade, apenas com a vontade louca de fazer suas palavras voarem por aí.
E tanto talento por aí que descubro dia a dia, faz com que o valor a pagar seja muito maior do que o preço do livro, propriamente dito.
Agrega-se à ele uma vontade enorme de dizer um parabéns diferente de tudo e um obrigada. Obrigada por que sei que através dessas histórias reais ali escritas, aprendo ou pelo menos tento, ser uma pessoa melhor.
Tem uma grande diferença também quando isso acontece: poder olhar nos olhos da pessoa que me encantou com sua escrita e dizer, ali, na frente: "uau, o que você escreveu mexeu muito comigo!"