Compartilhe
O sistema de recolocação de refugiados em vigor na Europa "está longe" de ser a solução e "é só parte da resposta", afirmou a chefe de missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Lisboa, Marta Bronzin. Em declarações à Lusa, a propósito do Dia Internacional do Migrante, comemorado neste domingo, ela reconheceu que é preciso incrementar, aumentar, melhorar, dar mais escala ao sistema de recolocação que tem distribuído os refugiados pela União Europeia (UE). Até agora, a UE cumpriu 5% da meta prometida à Grécia e Itália, países na linha da frente de quem desembarca pelo mar.
Diante da perspectiva de ver chegar 1,2 milhão de refugiados, a UE decidiu, em setembro de 2015, fixar uma cota por Estado-membro, ideia rejeitada pelos países da Europa Central, que a consideram uma violação à soberania nacional.
A crise humanitária que tem levado milhares de migrantes e refugiados a procurar refúgio na Europa atingiu proporções inéditas em 2016. De acordo com o último balanço da OIM, divulgado na sexta-feira, o Mediterrâneo viu passar pelas suas águas 357.249 mil pessoas, com destino à Europa, sobretudo à Grécia e Itália, mas alguns também foram à Espanha e ao Chipre.(A.B.)