Ao contrário de há quatro anos atrás, os prefeitos eleitos para o mandato de 2017 a 2020 assumirão prefeituras bem menos destruídas do que naquela ocasião. Quem se lembra da situação em que Acir Filló (sem partido) assumiu Ferraz de Vasconcelos? Ou Mamoru Nakashima (PSDB) chegou à prefeitura de Itaquaquecetuba? Essas duas cidades da região estavam com os cofres no vermelho, devendo muito e com quase nada de verba para investimentos.
Se em Ferraz, Filló não conseguiu acertar muito a máquina, pelo menos o rombo não foi tão grande quanto o deixado pelo seu antecessor Jorge Abissamra que, segundo denúncias, praticamente limpou as contas da administração antes de se despedir. Já em Itaquá, Mamoru ainda sofre com a falta de recursos financeiros, mas o caixa da prefeitura não está tão mal quanto antes.
O que podemos observar é que algumas prefeituras estão realizando um excelente trabalho de transição, facilitando o acesso dos novos governantes que estão para chegar. Em Biritiba Mirim, o prefeito Carlos Alberto Taino Junior (PSDB), o Inho, iniciou um belo trabalho nos últimos meses para deixar as contas em ordem para seu sucessor. Ele mesmo disse que talvez não conseguirá deixar a situação zerada, mas vai se esforçar para que o novo prefeito pegue uma situação melhor do que a que ele encontrou a cidade há oito anos.
O mesmo está sendo feito em Poá com Marcos Borges (PPS). O prefeito assumiu a responsabilidade de acelerar as obras do piscinão e, provavelmente, ela terminará ainda este mês, podendo beneficiar os moradores que tanto sofrem com as enchentes.
Para evitar maiores problemas, alguns prefeitos eleitos já disseram que vão cortar secretarias e fazer uma 'limpa' nas administrações. Eles sabem que sem isso será impossível conduzir uma cidade em um momento de crise como este que passa o Brasil.
Alguns políticos que foram eleitos neste ano parecem até felizes em saber que a casa está sendo ajeitada para eles, neste momento de transição. Outros já estão insatisfeitos, reclamando que algumas administrações deixaram para gastar no final do governo, deixando as contas para a próxima administração pagar.
Apesar disso, a situação parece melhor que há quatro anos. O problema agora é uma crise nacional, que afeta a todos, mas que não dá muitas chances de um prefeito roubar como já foi feito em anos atrás. Do jeito que as coisas estão feias, um político ladrão não seria perdoado nos dias de hoje. A situação continua ruim, mas parece haver um pouco mais de consciência agora.