Refletindo aquilo que tem sido lugar comum na sociedade, venho enunciando ao longo do tempo a falta de segurança que nos assola.
Malhando em ferro frio a população mogiana têm bradado contra a insensibilidade do comando maior da Polícia Militar, que, constantemente, brinda o município com oficias de altíssimas patentes que, descomprometidos conosco, usam o posto para o qual foram promovidos, ou como trampolim para saltos maiores, ou como último asilo antes de passarem à reserva.
Como se as súplicas se dispersassem nos cumes da serra que nos abriga, não chegando, destarte, aos máximos mandatários, quedam-se eles silentes!
Esta semana, no entanto, pilhéria ensaiada, aquele a quem destinaram os destinos da instituição repressiva, sr. Coronel Ricardo Gambaroni, resolveu agir em favor de toda a população paulista, que, como nós, anseia por melhores dias.
Do alto de seu mando, através de Boletim Interno, determinou aos seus subordinados que, na lavratura do B.O/PM, coloquem a função da autoridade policial que recebeu a ocorrência, em letras minúsculas, e exaltem o nome da corporação, desqualificando a da coirmã.
Não entendeu, de fato, o oficial, aquilo que dele, nós do povo, que pagamos os seus salários e mordomias, desejamos.
Queremos - determinamos, seria melhor, eis que o Poder a nós pertence -, que deixe de baboseiras infundadas, de demonstrações de preponderância, de tentativas de se impor, e irmanado com os demais órgãos de segurança, use o seu tempo - ao que parece, ocioso -, para produzir estudo que nos tire do estado de angustia e receio que nos assola.
Queremos - exigimos, seria o termo exato, pois somos os fiscais dos trabalhadores público -, que essa discussão idiota, birra de criança mimada, deixe de existir, e que esforços sejam envidados para a proteção do que temos de mais caro: principalmente as vidas de quem amamos!
Medida despropositada, equivalendo a piada de mau gosto, o Boletim deveria ser endereçado à Cesta Seção, e com ele o comandante que o elaborou!