O pessimismo toma conta da nossa sociedade há um bom tempo. "Esse foi o pior ano de todos", "sempre dá para piorar", "não duvido de mais nada", entre outras frases, são ditas o tempo inteiro em milhares de lugares do Brasil. Como dizem alguns pensadores, tudo que você manda para o universo volta em dobro para você. Pois bem, quem faz parte da turma da crítica pode se preparar então para receber mais crise, mais problemas, mais corrupção, mais crimes, mais violência, e tudo de mais ruim que existe.
Praticamente todos dizem que 2016 está sendo um ano horrível. Como se o dia 1º de janeiro de 2017 fosse muito diferente do 31 de dezembro deste ano. Para que as coisas mudem é preciso acreditar na mudança. Ninguém acreditava que políticos poderiam ser presos, até alguém ter fé nisso e concretizar o impossível. Muita gente jurava que Dilma Rousseff (PT) não sairia da presidência, que os políticos não conseguiriam seguir com o impeachment. Outros diziam que Eduardo Cunha (PMDB) nunca seria preso. Ou seja, 2016 quebrou tabus.
A verdade é que a crise econômica só acontece porque quem tem dinheiro não quer investir neste momento. Muitos sempre fizeram contratos ilícitos e agora, com tanta Justiça, não sabem como fechar um contrato de forma correta.
O primeiro passo para a evolução é analisar os erros, as quedas, os problemas, para superá-los e atingir os objetivos. Enquanto todos nós ficarmos sempre, ao chegar o final de um ano, falando a todo momento "este foi o pior ano", estaremos repetindo nossos erros. 2016 foi um ano muito bom sim, mas damos valores às coisas negativas.
De forma milagrosa, a Olimpíada do Rio de Janeiro, por exemplo, surpreendeu a todos, sendo quem sabe uma das melhores olimpíadas de todos os tempos. Muitos elogios, de gringos, gregos e troianos. Um show de esporte, de receptividade, de alegria. Todos queriam ser brasileiro durante aqueles dias de competição. E porque não acreditar que o impeachment e as prisões da Lava Jato foram vitórias de um povo que deseja Justiça e que não quer mais corruptos no poder? E nesse ponto, não é direita contra esquerda, até porque PSDB e PMDB também são investigados. Tudo é uma questão de ponto de vista.
Ainda não somos um povo fanático, como aqueles do Oriente Médio, onde só encontram na guerra um motivo para viver. Somos um povo alegre, mas que insiste em fazer do pessimismo uma forma de viver e ver as coisas.