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O juiz federal Sérgio Moro aceitou ontem mais uma denúncia da força-tarefa da Operacão Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, Lula se torna réu pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outras oito pessoas também foram denunciadas, entre elas o advogado de Lula, Roberto Teixeira, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, além de Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht.
Com a decisão, Lula passa a ser réu em cinco ações penais. O ex-presidente já responde a três ações penais na Justiça Federal em Brasília. Uma pela suposta participação na compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, outra na Operação Zelotes pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa e uma terceira por supostos desvios no BNDES. Na quarta, que tramita sob a condução de Moro, o ex-presidente é acusado de receber R$ 3,7 milhões da Odebrecht.
De acordo com a denúncia aceita hoje, Lula participou de um esquema para desviar entre 2% e 3% dos valores de contratos assinados entre a Odebrecht e a Petrobras. A cifra total dos desvios ultrapassaria R$ 75 milhões.
Em nota, a defesa de Lula e Marisa Letícia reafirma que o casal nunca recebeu vantagens indevidas oriundas de contratos da Petrobras. De acordo com os advogados, o recebimento da denúncia pelo juiz Moro "reforça a realidade de que agentes do Estado, sem qualquer isenção, usam processos judiciais para perseguir Lula".
O Instituto Lula também se manifestou em nota, reafirmando que nunca teve outra sede a não ser o sobrado, adquirido em 1990 pelo Instituto de Pesquisas e Estudos do Trabalhador (Ipet).