As marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, voltarão a ter limites de velocidade de até 90 quilômetros por hora (km/h) a partir de 25 de janeiro. As mudanças em relação às principais vias da capital paulista foram anunciadas ontem pelo futuro secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda.
Para compensar a elevação dos limites, que ficaram em 90 km/h nas pistas expressas e 60 km/h nas pistas locais, a nova gestão da administração municipal pretende desenvolver uma série de medidas. Entre elas está o limite de 50 km/h apenas para a faixa da direita das pistas locais, onde são feitas as conversões e circularam ônibus.
A elevação dos limites de velocidade foi uma promessa de campanha do prefeito eleito João Doria (PSDB). A prefeitura havia reduzido as máximas permitidas não só nas marginais, como em diversas ruas e avenidas da cidade, como parte de um programa de segurança no trânsito.
Acidentes
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou, em outubro, um balanço que mostrou queda de 52% no número de acidentes fatais nas marginais Tietê e Pinheiros, durante o primeiro ano de implantação da redução de velocidade nas duas vias. De julho de 2014 a junho de 2015, foram registrados 64 acidentes com mortes. De julho de 2015 a junho de 2016, ocorreram 31.
A queda foi influenciada, principalmente, pela redução dos atropelamentos fatais, que passaram de 24 ocorrências - de julho de 2014 a junho de 2015 - para apenas uma ocorrência no período equivalente até 2016, redução de 95,8%. Já os acidentes com mortes envolvendo veículos caíram de 40 para 30 ocorrências, diminuição de 25%.
Segundo o novo presidente da CET, João Octaviano, essa diferença é um "incremento no padrão de segurança" e será fortemente sinalizada. "A pessoa vai ser lembrada sempre que, por questões de segurança, essa é uma de 50km/h. Também vai ser colocada uma sinalização da necessidade de redução de velocidade antes de mudar de faixa", ressaltou.
Como a maior parte dos acidentes envolvem motocicletas ou pedestres, a nova gestão quer focar nesse público. "Estamos trabalhando para eliminar todos os fatores de risco", afirmou Avelleda.