O Brasil continua em recessão. O resultado do PIB indicou o maior recuo do ano de 0,8% no terceiro trimestre. Precisamos mudar com urgência. O País caminha para a miséria. A saída não está apenas no governo. Dois caminhos devem ser seguidos: inovação e fim dos juros.
A inovação cria novos mercados, racionaliza gastos e traz eficiência. Exemplo: Uber. Não houve nenhuma inovação no serviço de transporte de passageiros. Um motorista, um automóvel, um passageiro e um destino. A forma de prestar o serviço é inovadora e por isso extinguirá a forma de prestar serviços do táxi. Se já havia pouca demanda pelos táxis a tendência é que desapareçam, ressalvados os locais de grande demanda desse modelo de serviço como rodoviárias, ferroviárias e aeroportos. Fora dessa circunstância, ninguém que já tenha utilizado os serviços do Uber voltam a andar de táxi.
O serviço, na essência é o mesmo, apenas a forma de sua prestação foi inovada. O padrão Uber certamente se estenderá ao transporte de cargas e pequenas encomendas, o que será o fim do modelo das gigantes logísticas. A saída? Copiar a inovação que deu certo. Taxistas e seu sindicato já deveriam ter copiado o modelo, mas não, enquanto perdem o mercado ficam batendo em motoristas do Uber e dormindo nos pontos à espera dos passageiros que confortavelmente em casa contratam o serviço de seus sofás.
Mas não basta inovação, é preciso estancar os juros. Não só os da taxa básica, mas aqueles cobrados por bancos, financeiras e cartões de crédito. Qual a explicação lógica para que se autorize a cobrança de mais de 400% de juros ao ano de um cartão de crédito? Nenhuma. Essa distorção precisa acabar e o governo pode e deve agir limitando os juros cobrados. Dirão que isso é impensável em uma economia de mercado livre, que não se tolera a intervenção do governo, mas o fato é que os juros causam o empobrecimento de muitos e de enriquecimento de alguns.
Ganhar dinheiro, ter lucros e enriquecer é lícito, mas inovando e produzindo e não apenas multiplicando. Quem sabe não aparece um Uber Financeiro.