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O desemprego atinge 12,1 milhões de pessoas, o que equivale a 11,9% de pessoas desocupadas no trimestre móvel encerrado em novembro. A taxa de desocupação e o contingente de pessoas são os mais altos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e são semelhantes aos do trimestre móvel imediatamente anterior (junho a agosto), quando a taxa de desocupação fechou em 11,8%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrada uma alta de 2,9 pontos percentuais.
Os número de desempregados teve um crescimento de 33,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado - o equivalente a três milhões de pessoas a mais em busca de trabalho. O contingente de pessoas ocupadas hoje é de 90,2 milhões.
O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada ficou estável em relação ao trimestre anterior, fechando em 34,1 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo trimestre de 2015, houve queda de 3,7%. Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada cresceu 2,4%, e chegou a 10,5 milhões de pessoas. Quando comparado ao mesmo trimestre móvel do ano passado, houve um aumento de 3,5%.
A Pnad Contínua no trimestre móvel encerrado em novembro indica ainda que os trabalhadores por conta própria são 21,9 milhões, uma queda de 1,3% frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2015, a queda foi de 3%.
Caged
O Brasil teve 116.747 postos formais de trabalho fechados em novembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem. O saldo negativo é melhor que o de novembro de 2015, quando 130.629 postos foram fechados. No acumulado de 2016 foram fechados 858.333 postos de trabalho.