O fim do ano costuma trazer esperança de tempos melhores, porém, ao menos o primeiro semestre do ano que vem parece já estar comprometido com a crise econômica. O Grupo Mogi News publicou, recentemente, o estado de emergência declarado pelo município de Bertioga e as dificuldades que as prefeituras regionais do Alto Tietê preveem para angariar recursos públicos e próprios para dar continuidade a projetos de melhoria nos sistemas de transporte, saúde e habitação. Outros agravante é o aumento da responsabilidade das prefeituras, que acabaram assumindo compromissos que antes pertenciam ao Estado e União.
Mesmo se houver o fim da recessão, os chefes do Executivo não têm perspectivas no aumento dos repasses federais para 2017. A expectativa é que um pequeno crescimento ocorra no segundo semestre.
Esse efeito cascata chega na população de uma forma geral, principalmente nas camadas de renda mais baixa na sociedade. Janeiro é época de planejar as finanças e, além das contas previstas todos os meses do ano, como água, luz, aluguel, fatura do cartão de crédito e parcelas diversas que devem ser pagas nos prazos, ele acompanha contas extras, como matrícula escolar, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Por conta disso, muitas pessoas estão poupando o 13º salário e "enxugando" as compras de natal, o que acarreta em uma queda significativa no comércio.
Todos esses acontecimentos causam um encolhimento maior da economia brasileira, aumentando o nível de desemprego, que já não é baixo. Por isso, é urgente uma ação política firme e sem margem de erro para garantir a saída deste caminho de crescimento decepcionante e impulsionar nossa economia aos níveis que ofereça, ao menos, um padrão de vida digno para todos.
Então, se o fim do ano está apertado para a maioria dos brasileiros, com a cúpula do governo Michel Temer (PMDB) não é diferente. Em balanço apresentado no mês passado dos seis primeiros meses do presidente no poder, foi declarado o corte de 4 mil cargos comissionados e redução do número de ministérios. Na área econômica, a nota ressaltou que a inflação desacelerou e houve uma redução dos juros para financiamento de imóvel pela Caixa e queda do preço da gasolina. Isso significa que os primeiros passos estão sendo dados. Mesmo assim, o ano que vem será decisivo para Temer, e logo, a todos os brasileiros que ainda esperam por dias melhores.