Foi com um gesto simbólico e solene que o governo brasileiro escolheu retribuir, na tarde de ontem, a solidariedade e o carinho dedicados pelos colombianos ao povo brasileiro após a tragédia com o voo que transportava a equipe da Chapecoense, que vitimou 71 pessoas no dia 29 de novembro.
As mais altas honrarias diplomáticas do Brasil foram concedidas a 12 cidadãos e autoridades do País, que foi promovido ao título de irmão dos brasileiros. Assim como o garoto Johan Ramírez Castro, que viajou pela primeira vez de avião para receber a homenagem, vieram a Brasília o prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez e outros representantes da cidade que receberia os jogadores da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana.
Eles foram homenageados com a Ordem de Rio Branco, reservada a serviços meritórios e virtudes cívicas. No mesmo dia em que a partida seria disputada entre os brasileiros e o Atlético Nacional, até então time rival, o estádio Atanasio Girardot se transformou em palco de uma emocionante homenagem feita por milhares de colombianos. Por este motivo, uma das apresentadoras do evento, a jornalista Mónica Jaramillo, também recebeu a condecoração.
"Em meio a essa dor, testemunhamos as comoventes manifestações de solidariedade logo em nossa chegada a Medellín", relatou o ministro das Relações Exteriores, José Serra.
Entre os sobreviventes, o primeiro a receber alta foi o lateral Alan Ruschel, ontem, em Chapecó (SC). O goleiro Jackson Follmann passou por exames laboratoriais que apontaram boas condições, e pode ser transferido hoje para a cidade.