2017 vai começar com uma boa notícia em relação à segurança para o Alto Tietê. Isso porque a quantidade de traficantes presos em operações mensais nas oito cidades sob responsabilidade da Polícia Civil regional aumentou 54,3%, saltando de 353, em 2015, para 545 presos neste ano. Além disso, vale lembrar que os casos de homicídios também registraram redução de 22%.
Em tempos de muita insegurança, como vivemos, com casos de intolerância e violência cada vez mais latentes, os dados apresentados são animadores e mostram que a Polícia Civil conseguiu ótimos números. Méritos para o trabalho integrado com a Polícia Militar e Guardas Civis.
Feitas as prisões dos traficantes, o próximo passo importante é saber como lhe dar com esses detentos e não permitir que eles comandem o tráfico de dentro da cadeia. O comércio interno de drogas, inclusive, já foi diversas vezes confirmado pelas autoridades e por familiares dos detentos. Há quem diga que o consumo de drogas dentro das prisões funcione como anestésico aos presos. Ou seja, enquanto tiverem seu consumo garantido, não trarão problemas ao sistema, como protestos e rebeliões. Mesmo assim, a prática de traficar drogas dentro da prisão é uma afronta ao Estado, que não consegue impedir a entrada de entorpecentes e celulares nas casas prisionais. E mais: essa "manutenção" de ordem interna gera um ciclo de violência que mantém a dependência dos usuários, ameaça a vida deles e de familiares e promove outros crimes. E como sabemos, a forma mais comum de entrada da droga na prisão é por meio das visitas femininas.
Sendo assim, o problema recai sobre a falta de equipamentos eficazes de revista que barrem a entrada das drogas, assim como no caso dos celulares. Não há um sistema de detecção e nem todas as pessoas são submetidas à revista minuciosa. Se fossem, certamente reduziria bastante a entrada dos entorpecentes e telefones celulares.
Na prisão, além de não se livrarem da dependência, os detentos se tornam um grande mercado consumidor, já que a droga dentro da cadeia é mais cara do que fora. A necessidade física do entorpecente torna os usuários reféns dos traficantes. E pior: recluso, o viciado faz dívidas com traficantes e quem paga são os familiares dos presos, que são ameaçados em casa para que a dívida seja paga.
Além disso, quando o detento for solto, ele volta às ruas com o mesmo vício de drogas, com a vantagem de saber que pagará mais barato pelo entorpecente. Assim, esse ciclo vicioso, como o próprio nome diz, não tem hora para acabar.