O governo Temer azedou. O presidente perdeu o 'timing' e a verdade é que mais uma onda de denúncias pode arrasar o País se não vierem as boas notícias antes das más. Está na hora de esquecer o formalismo econômico e acelerar para que o governo possa chegar ao seu final, nem que seja no embalo. Ninguém está disposto a suportar um tratamento doloroso e lento, até porque até o paciente pode morrer antes.
Já passou da hora de iniciar o pacote de crescimento, ninguém quer saber de contas, de gatos e de teto, o povo quer emprego e salário, poder consumir. Uma tempestade está se formando e uma convulsão social só será impedida por uma rápida e instantânea melhora nos níveis de emprego e da atividade econômica.
Chegou a hora de abrir os cofres, mesmo que vazios, para financiar quem produz e gera emprego. Está na hora de apresentar a fatura ao sistema financeiro que, agora, deve cobrar apenas juros civilizados. Pois, bem, o sistema financeiro, o único não perdedor até agora, vai ter que contribuir para a retomada do crescimento econômico. Nem que seja por decreto, os juros extorsivos e irreais cobrados pelos bancos terão que encolher para oxigenar o sistema produtivo nacional e fazer com que boas notícias apareçam rapidamente.
Está na hora dos banqueiros devolverem uma parte da imensurável riqueza que aqui amealharam e continuam amealhando, ano após ano, com ou sem crescimento econômico. Não há crise nos bancos, o que revela que vivem num universo paralelo, sustentados por juros e taxas de serviços absurdas. Como hoje só eles têm dinheiro, é de lá que ele terá que sair o alívio para os que precisam de recursos.
Se Temer, Meireles e Ilan quiserem continuar onde estão até o final de 2018 é bom começarem a mostrar as bondades, senão, qualquer motivo, ainda que não seja forte, será razão para despachá-los. Candidatos aos postos já fazem fila e os aliados se alvoroçam. Não dá pra esperar 2017, tem que ser agora, ou amanhã, será tarde demais. O período de carência já acabou.