Apesar do crescimento viário do Alto Tietê nas últimas décadas, a região é, e sempre será, geograficamente privilegiada, graças à extensa área verde em seu entorno. A presença marcante da natureza é um dos grandes trunfos dos municípios daqui e motivo de orgulho para os moradores.
Talvez, quem vive há muito tempo nas cidades do Alto Tietê pode ter dificuldade de enxergar seus encantos diariamente, por já estar acostumado. Mas basta uma visita à capital paulista para relembrar com mais precisão do bem que a presença da natureza nos faz. Dependendo do local em que se mora em São Paulo, fica impossível desfrutar de um ar puro aos finais de semana, programa facilmente encontrado pelos lados de cá. Na capital, muitas pessoas precisam fazer seus exercícios físicos e caminhadas, ou até um passeio com as crianças, em meio à fumaça dos veículos e muita poluição, visual e sonora.
Por isso, nossos parques, praças, centros esportivos e Academias de Terceira Idade (ATI), verdadeiros refúgios gratuitos para os munícipes, precisam ser bem cuidados e fiscalizados.
Na sessão da Câmara de Mogi de terça-feira passada, o vereador Lino da Silva (PSD) chamou a atenção para assaltos frequentes que acontecem em parques e praças do município. Apesar de não haver um número oficial, o parlamentar garantiu que as ocorrências são frequentes, principalmente neste mês de novembro.
É missão das Secretarias de Segurança zelar por esses espaços, que diferenciam nossa região de muitas outras do Estado. Recentemente, a reportagem verificou que a ATI recém-inaugurada no Jardim Quaresmeira II, em Suzano, está abandonada. O espaço de lazer foi entregue à população há cerca de dois meses e, desde então, está largado, sem receber qualquer tipo de manutenção. Os equipamentos, inclusive, estão em ótimo estado de conservação, no entanto, sem condições de uso, já que se encontram em meio ao matagal não aparado. Diante desta situação, a Secretaria de Serviços e Manutenção informou que enviará funcionários ao local para tomar as devidas providências.
Temos noticiado também muitas praças tomadas por moradores de rua e centros esportivos vandalizados todos os anos. As prefeituras locais têm o dever, sim, de pegar como exemplo tudo de bom que acontece nos grandes centros, assim como o de manter o que temos de melhor e que nos diferencia positivamente.
Caso contrário, de nada adianta vivermos em um local geograficamente privilegiado se não houver manutenção e uma fiscalização firme para impedir atos de vandalismo.