Começa a vencer a validade do governo Temer. Ao invés de discursos prolixos, o novo velho presidente deveria gerir o Brasil. A crise econômica não arrefece, pelo contrário, o esperado alívio, que até agora não veio.
O que se vê, timidamente, é o encolhimento do Estado, não por opção, mas por absoluta falência. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são obrigados a encolher "o serviço público", sinônimo de ineficiência, morosidade e desperdício.
Sem dinheiro, o Estado encolhe e isso é ótimo. Nada melhor do que acabar com cabides de emprego utilizados por políticos para se perpetuar no poder, usando a res pública como cabo eleitoral.
O Banco do Brasil, que nunca foi sinônimo de eficiência, também inicia o seu processo de encolhimento. A Petrobras, sinônimo de propinoduto, idem.
Se não vemos políticas públicas de restabelecimento da atividade econômica produtiva, pelo menos vemos o encolhimento de um gigante improdutivo, ineficiente e corrupto chamado Poder Público.
O fato, contudo, é que a economia não melhorou. Enquanto integrantes do governo federal estão preocupados em liberar a construção de apartamentos de milhões de reais que adquiriram e cujas obras estão pendentes de autorização, milhares de pequenas e microempresas encerram suas atividades.
A União precisa adotar medidas que incentivem a retomada da atividade econômica, especialmente a industrial, onde ainda está a maioria dos melhores postos de trabalho. Não dá para esperar mais.
O prazo de validade de Temer está vencendo. O colapso social está próximo, pois o que o Estado vive hoje, a iniciativa privada já vive há alguns anos, a falência.
Ou são adotadas medidas que incentivem o crescimento econômico já ou o presidente Temer entrará para história apenas como o mais erudito, com suas falas e discursos que só meia dúzia de letrados entendem e ouvem, mas que não alteraram o rumo do País.
Seu tom arrogante e distante da realidade o torna um monarca encastelado, que deslumbrado com o palácio ignora a realidade.