Os diversos casos de dengue, febre chikungunya e zika vírus tomaram os noticiários durante todo ano. Mas números recentes mostram que há outras doenças não relacionadas ao Aedes aegypti como agente, que, como sempre, preocupam a população.
Uma delas é a meningite. Apesar da redução de 15% na quantidade de casos na região em relação ao ano passado, a enfermidade apresentou um aumento no número de óbitos. Somente em 2016, a região já registrou 87 pessoas infectadas, das quais sete morreram. O que mais chama atenção é o número de casos em Mogi das Cruzes em relação aos demais municípios próximos: são 64 casos da doença e cinco óbitos, entre os sete registrados. Houve também uma morte em Guararema e outra em Ferraz de Vasconcelos. Em 2015, três morreram, dos 67 casos registrados em Mogi.
A grande maioria dos casos de pessoas afetadas nos números aqui apresentados se refere ao estágio mais brando da doença, que é a meningite viral. Apesar disso, ela também é contagiosa, a exemplo de suas formas mais graves, como a bacteriana, por exemplo.
A meningite viral pode afetar as pessoas que têm um contato mais próximo com o doente, como aquelas que vivem na mesma casa e estudam ou trabalham na mesma sala. Por causa disso, o surto está atacando muitas crianças, como foi registrado nos últimos quatro casos, em Mogi, sendo dois em escolas. Por isso, fazer com que os filhos mantenham a higiene pessoal, assim como a casa e os alimentos limpos, é fundamental.
Outra enfermidade que chama atenção é a caxumba. Desde janeiro, foram registradas sete notificações de surto no município. Ao todo, já se somam 29 casos, apenas em 2016. O que mais assusta é se compararmos com o ano passado, quando nenhum caso da doença veio à tona. Transmitido por contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas, a caxumba costuma ter surtos no inverno e na primavera, e as crianças novamente são as mais atingidas.
Em determinadas épocas do ano, as doenças podem retornar em função do acúmulo de pessoas que não foram vacinadas ou por meio daqueles em que a vacina não surtiu efeito. Mesmo assim, o mais recomendado continua sendo a vacinação. O principal obstáculo, como sempre, é o preço desses medicamentos. No caso da meningite, por exemplo, as doses variam entre R$ 350 e R$ 620, sendo que determinadas faixa-etárias, como bebês a partir de 2 meses, precisam de quatro doses para completar o ciclo de vacinas. Se o preço também te assusta, a dica é buscar, ao máximo, a prevenção.