A época de calor está chegando e com ela as repentinas chuvas de verão. Essa combinação é perfeita para a proliferação em grande número do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. A boa notícia, como a maioria já sabe, é que já existe, inclusive no Alto Tietê, a vacina contra a dengue, oferecida apenas em algumas clínicas particulares. A má notícia é seu alto valor. No Centro de Vacinação (Cevan), em Suzano, por exemplo, cada dose custa R$ 255 e são necessárias três aplicações, com intervalo de seis meses, para que a imunização se complete. Ou seja, o risco desse medicamento ficar encalhado nas clínicas é grande, já que, certamente, grande parte da população vai preferir se utilizar dos métodos convencionais de prevenção a pagar mais de R$ 700. E, segundo as próprias clínicas que disponibilizam o medicamento, a curiosidade de como funciona o medicamento é grande, mas a procura para os agendamentos da aplicação vem sendo baixa. Tanto que algumas clínicas oferecem um "pacotão" para os pacientes pagarem menos.
Na Clínica São Nicolau, em Mogi das Cruzes, cada dose custa R$ 230, mas se as pessoas forem se vacinar em grupo de no mínimo cinco, a aplicação sairá por R$ 170.
Essas "táticas" devem ser usadas ainda com mais frequência, já que a vacina custa muito ao governo federal. Apenas para exemplificar, três doses para 10 milhões de pessoas custa, mais ou menos, R$ 3 bilhões.
A "esperança" para as clínicas é que, com o aumento de casos de doenças causadas pelo temido mosquito a partir de agora, a população "aceite" pagar o preço do medicamento de prevenção.
A Secretaria de Estado de Saúde já prevê nova epidemia da doença entre o mês que vem e o fim do primeiro trimestres de 2017. O lançamento oficial da campanha deste ano será no dia 20 de novembro e, além do conhecido Dia "D", quando há a mobilização nacional em todo o País, serão realizadas ações para lembrar que toda sexta-feira é dia de eliminar focos no mosquito.
Independentemente de já existir a vacina, o extermínio, ou mesmo a redução significativa de casos da doença nos próximos meses, dependerá estritamente da colaboração da população, responsável por eliminar os tão conhecidos focos de dengue.
Este ano foi bem traumático em relação ao mosquito Aedes aegypti, principalmente por ele espalhar, em número considerável, outras duas doenças. Nos resta, mais uma vez, fazer a nossa parte, para o bem de nossa família e de toda comunidade.