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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, negou que tenha conversado com o governo federal sobre uma intervenção no Estado devido à crise financeira, conforme foi noticiado pelo jornal O Globo de ontem. Ele conversou com a Imprensa após a assinatura de convênio com o Ministério da Integração Nacional para o repasse de recursos para prevenção de desastres naturais, na tarde de hoje no Palácio Guanabara, sede do governo do Estado.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também descartou uma intervenção federal no Estado e sugeriu operações financeiras envolvendo royalties futuros da exploração do petróleo.
"Uma operação não só com os royalties do petróleo, colocamos também dívida ativa, ações da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), uma série de iniciativas que eu estou a um ano e meio pedindo ao Tesouro Nacional. Levei diversos pareceres de economistas mostrando que securitização de ativos não impactava no déficit primário. Acho que finalmente aceitaram a nossa proposta, que é para nós realizarmos a travessia desse momento enquanto aprovam as nossas medidas", disse o governador.
Segundo Pezão, o ativo do Estado é bastante forte. "Com o valor de face atual todos os fundos de investidores estrangeiros querem comprá-lo, ainda mais com a recuperação da Petrobras. As ações da Cedae também são um ativo muito forte. A nossa dívida ativa, analisando o fluxo dela, a gente pode conseguir entre R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Isso depende do mercado e do momento", afirmou.
Sobre o pagamento dos servidores públicos, que vem sendo atrasado desde o início do ano, Pezão informou que iria se reunir ontem com o secretário de Estado da Fazenda, Gustavo Barbosa, para analisar as liberações de caixa que foram feitas para montar o cronograma.
De acordo com o governador, a situação da previdência é mais grave do que a dívida do Estado. Ele explicou que, como contrapartida para a ajuda federal, é que fosse feita a reforma do Estado e da previdência, o que já foi encaminhado para a Assembleia Legislativa.
Chuvas
O repasse de verba do Ministério da Integração Nacional assinado ontem compreende R$ 9,3 milhões destinados à manutenção do sistema de prevenção de desastres naturais no Estado. Ao todo, serão recuperadas 180 estações de sirenes, com 60 pluviômetros, em 12 municípios.