Compartilhe
Economistas ouvidos ontem em audiência pública conjunta das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se dividiram sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior, a chamada PEC do Teto. O chefe da assessoria especial do Ministério da Fazenda, Marcos José Mendes, disse que o primeiro mito com relação à proposta é o de que a saúde vai perder recursos.
"A PEC antecipa uma progressão dos cálculos dos recursos mínimos da saúde. Pela regra atual, ela chegaria a 15% da Receita Corrente Líquida em 2020. Isso foi antecipado para 2017, de modo que já dá uma injeção para o setor de R$ 10 bilhões, que serão carregados ao longo de todo o processo do novo regime fiscal. Portanto, de cara, a saúde já tem uma recuperação da sua verba mínima", acrescentou.
Mendes afirmou que o segundo mito é de que a área de educação também será prejudicada. "Boa parte da educação está fora da PEC. E há motivos para acreditar que a educação vai ser beneficiada. Mais de 70% da despesa pública com a educação não está sujeita ao limite porque a maior parte do gasto com educação é feita por Estados e municípios, e o limite da PEC é para o gasto do governo federal", disse o representante do Ministério da Fazenda.
Os professores do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Paulo Zaluth Bastos e Guilherme Santos Mello apresentaram argumentos contrários. Segundo Bastos, a despesa primária sobre o PIB - se o PIB crescer, a partir de 2021, a uma taxa de 2,5% - vai cair de 20% para 12% do PIB em 2036. "Isso é menos do que a despesa primária sobre o PIB dos países africanos. Isso significa o seguinte: se você aumentar os gastos com previdência e mantiver os gastos em educação e saúde, todos os outros gastos do governo vão ter que caber, em 2036, em menos do que 1% do PIB", afirmou.
Cidades
Festa do Divino de Brás Cubas chega à 25ª edição e promove tradicional Jantar Italiano
Cidades
Cursinho Popular abre inscrições para evento sobre acessibilidade
Cidades
Região soma mais de 4.400 vagas de emprego nos serviços de encaminhamento
Cidades
Avenida Roberto Simonsen recebe 100 mil veículos em 70 dias do novo trecho