Milhares de candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão prejudicados por ocupações em escolas de todo o Brasil. Estudantes protestam contra a reforma do ensino médio e tudo o mais, a pauta não é clara. Evidente que os protestos não produzirão nenhum efeito.
O mercado de trabalho só escolhe os que estão prontos pra ele. Infelizmente, muitos professores movidos por sua ideologia inflamam seus alunos em formação a se revoltarem contra tudo e todos, como se fosse esse o papel do professor.
Mudanças não surgem pelo confronto, pela ocupação, um ato extremo e sem sentido, sem efeito prático. Isso nem é papel do estudante. Aluno tem que estudar e adquirir conhecimento. Essa ilusão vendida por pequenos pretensos revolucionários de que tudo vai mudar porque meia dúzia de adolescentes doutrinados estão protestando e ocupando escolas é apenas isso, uma ilusão.
Toda manifestação é legítima e deve ser respeitada e até estimulada no regime democrático em que vivemos. Todos podem protestar por tudo, mas daí a prejudicar milhares de estudantes que querem apenas avançar não é justo, não é legal e não é moral.
É uma pena que as escolas não tenham sido sumariamente desocupadas pelos governos estaduais. O prejuízo financeiro e social dessas ocupações custará muito a centenas de milhares de estudantes. Nenhuma manifestação deve tolher o direito de outro, principalmente quando o outro é também um estudante.
O Enem é a porta de entrada para milhões de estudantes no ensino superior, que se preparam há anos para esse exame. A escola não é palco para protesto é palco para o aprendizado. O protesto deve ser na rua, no parlamento, nas sedes dos partidos políticos e nas entidades representativas dos estudantes e, principalmente, através do voto.
O viés à direita das urnas revela a vontade popular: ordem na casa. Quem ocupa as escolas são menores e incapazes ou relativamente incapazes. Passou da hora de seus responsáveis legais responderem pelos danos que seus filhinhos vêm causando a toda coletividade.