A Black Friday é só daqui a três dias, mas muitas lojas já iniciaram uma espécie de "esquenta", antecipando preços promocionais de vários produtos. A estratégia é para conseguir arrebanhar um número maior de consumidores, especialmente na Internet, por meio de vendas on-line. É bem provável que durante toda a "sexta-feira negra" a navegação nos sites não esteja lá muito fácil e tranquila, devido à presença de muitos internautas ao mesmo tempo, por isso a antecipação.
Sem dúvida é uma data muito aguardada e utilizada pelos consumidores. Não era algo comum poucos anos atrás, justamente porque sua origem é estrangeira. Trata-se de um evento tradicional nos Estados Unidos, logo após o Dia de Ação de Graças, data religiosa encarada pela maioria dos norte-americanos com muita seriedade, no mesmo patamar do Natal. Lá, os estabelecimentos comerciais fazem promoções espantosas, com descontos que chegam a ser quase impossíveis e por isso se tornam atrativos. Muita gente aproveita para fazer, inclusive, compras natalinas, algo que também está começando por aqui também.
Em se tratando de preços mais baixos, a oportunidade de aproveitar não passa batida. No entanto, a Black Friday começou um tanto quanto "torta" no Brasil. Os descontos eram irreais em muitos lugares, pois várias lojas aumentavam os preços dos produtos nas semanas que antecediam a data para no dia fazer a promoção. Ou seja, na verdade se pagava o mesmo valor anunciado antes. A prática enganosa ficou conhecida como "Black Fraude" e logo movimentou os órgãos de defesa do consumidor e autoridades, que passaram a agir para evitar que as pessoas fossem lesadas. Agora há leis e muita orientação para que a população fique atenta a essas armadilhas, bem como à idoneidade e à veracidade de lojas e promoções.
Além de se preocupar com todas essas questões e não sair no prejuízo, o importante é avaliar se você precisa realmente comprar tal produto ou se é apenas empolgação por causa de tanta propaganda. Claro que mesmo em tempos de crise o consumo continua. No entanto, é bom ter em mente se lá na frente haverá condições de pagar tudo isso, supondo que muitas dessas compras serão parceladas no cartão de crédito em suaves prestações.
Há que se levar em consideração que o ano de 2017 já começará com IPVA, IPTU, compra de materiais escolares, matrículas, etc. Mais do que entrar na onda e aproveitar ao máximo a Black Friday é se atentar ao futuro bem próximo e agir com responsabilidade.