Um avião que levava o time da Chapecoense, de Santa Catarina, caiu na Colômbia na madrugada de ontem. A equipe seguia para Medellin, onde iria disputar hoje a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia. Pelo menos 71 pessoas morreram no acidente e outras seis estão internadas em estado grave. A aeronave, com matrícula CP 2933, caiu na região da província de Antioquia.
O aeroporto José María Córdova, de Rionegro, informou que a torre de controle recebeu às 22 horas [hora de Bogotá] comunicado do piloto de que o avião, da empresa Lamia Corporation, procedente de Santa Cruz de la Sierra, estava em situação de emergência, entre o município de La Ceja e La Unión, com falhas elétricas. Imediatamente, foram mobilizados o Comitê Operativo de Emergência, com a presença de funcionários da prefeitura de Rionegro, da Polícia Aeroportuária, Força Aérea Colombiana, de bombeiros e autoridades.
Durante a escala em Santa Cruz de la Sierra, a comitiva deixou o avião em que viajara desde São Paulo e embarcou no avião da Lamia. No início da madrugada de ontem o avião desapareceu do radar pouco antes de tentar um pouso forçado em Cerro Gordo, nas proximidades da cidade de La Unión, na Colômbia. A aeronave estava a apenas cinco minutos de voo do aeroporto mais próximo, mas o piloto decidiu arriscar o pouso.
Entre as vítimas estavam pessoas conhecidas como o ex-jogador e comentarista esportivo Mário Sérgio, o jornalista Victorino Chermont, o técnico Caio Junior, além dos 19 atletas da Chapecoense, nove tripulantes da aeronave e mais 20 jornalistas.
A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou quatro aeronaves e uma equipe especializada para auxiliar nos trabalhos de resgate e no transporte dos parentes das vítimas do acidente aéreo. A Embaixada do Brasil em Bogotá deslocou funcionários a Medellín com o intuito de prestar toda a assistência necessária às vítimas e a seus parentes.