As indulgências foram o rastilho que fez explodir os escândalos perpetuados pela Igreja ao serem citados nos escritos de Martinho Lutero. Sua intenção era que a autoridade papal viesse a corrigir os desmandos praticados pelo clero.
Nunca quis Lutero provocar um cisma, mas desejava que pudessem ver quanto o secularismo ambicioso dos sacerdotes tinham feito uma instituição opulenta, despida de espiritualidade.
No ano que vem vamos comemorar meio milênio, 500 anos, que nos separa do dia 31 de outubro de 1517, quando o padre e teólogo Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg as 95 teses que combatiam a venda das indulgências, cuja finalidade era de angariar fundos para a construção da atual Basílica de São Pedro, no Vaticano.
O fiel que viesse a negociar com Tetzel a compra de uma indulgência teria garantido o perdão de todos os seus pecados passados, presentes e futuros sem necessidade de confissão, santificação ou de purificação no purgatório. Conclusão: céu garantido.
Tetzel extrapolou a doutrina católica da salvação pela Graça, tal foi a profanação praticada que atribuíram a ele a seguinte frase: "Tão logo uma moeda na caixa cai, a alma do purgatório sai".
Em 3 de janeiro de 1521, o papa Leão X excomungou o padre e teólogo alemão Martinho Lutero que se negou a revogar suas teses e, ainda, para agravar mais a situação ele havia queimado a bula papal em protesto. 
O rompimento de Lutero com a Igreja de Roma tinha acontecido finalmente, dando o início à Reforma do século XV!
Os fundamentos bíblicos da fé não podem ser mudados, ou aperfeiçoados; porém, o que estavam construindo em cima desses alicerces foram obras corruptas sem nenhuma censura, por parte da autoridade eclesiástica.
Há necessidade urgente, nos dias atuais, de uma nova reforma a fim de combater as "indulgências modernas" negociadas nos púlpitos das igrejas de grandes auditórios, transmitidas pela mídia e autodenominadas de evangélicas. Sem mácula é o Evangelho da "Sola Gratia".