Quarta-feira. "Meinho" da semana, como costumo dizer. Falta pouco para o final de semana prolongado, com o último feriado do ano a ser emendado. Previsão era de chuva ao longo do dia, por causa do calor que faria. Dessa vez, não falhou e ela chegou quase no horário da saída, deixando tudo virar noite bem mais cedo.
Celular vibra. Quando olho, mensagens de texto informam lentidão em duas linhas do Metrô, uma delas, a Azul, que é a que utilizo.
Enrolo um pouco para sair, por causa da chuva. Depois de esperar uns dez minutos após o horário habitual, sigo. A chuva já estava mais fraca e não me molho. Ufa! Um desafio vencido. Ao embarcar no metrô, noto que apesar da mensagem, não estava abarrotado.
Pego meu livro e sigo viagem. Sem transtorno e no tempo habitual, desembarco na estação da Luz. Aí começa o BO que não imaginava. Muito antes da parada normal do curral, vejo muitas pessoas sentadas no chão mesmo na temida Linha 11, da CPTM.
Logo, o áudio da estação informa durante a travessia: "Por motivo de descarga elétrica, os trens estão circulando com velocidade reduzida entre Luz e Guaianases. Agradecemos sua compreensão"!
Oh, Deus! Não era só uma simples velocidade reduzida. Não era só uma lentidão pontual. Era literalmente um "raio que nos parta", que nos partiu, que atrasou, que vixe...atrasou toda nossa volta para casa.
Fico ali, sem reação, num cantinho qualquer antes das escadas, sabendo ser impossível mais um passo em direção à plataforma. A multidão chega, começa a gritar, espernear, mas para quê? Sim, entendo a indignação que nos assola nesse momento.
De repente, a luz na estação da Luz (parece piada, né?) acaba. Ficamos no escuro! Pensem na confusão! Por sorte, foi rápido, mas aconteceu outra vez.
Saí de onde estava depois de uma hora e fui procurar abrigo em outro lugar, buscando sinal de celular, comida e paciência.
Depois de quatro horas chego em casa e ainda era só "meinho" da semana. O duro é saber que essa saga se repetirá por mais vezes.