Como "a união faz a força", o sentimento coletivo tem de prevalecer sobre o individual. Praticá-lo não significa pasteurização. Ao contrário, é da diversidade que brotam as melhores soluções. Mas, nem na maioria das famílias, o companheirismo, a solidariedade e a compreensão são prática unânime. Nos meios governamentais, o desempenho coletivo dos diferentes agentes é artigo de luxo.
Quando se trata dos três poderes, as boas parcerias costumam não se consolidar. Há exceções. É o caso do projeto de Lei do Plano Municipal de Segurança de Mogi das Cruzes, enviado pela Prefeitura à Câmara, que deve ser aprovado ainda este ano para nortear as ações das futuras administrações municipais.
O projeto materializa o significado de trabalho coletivo numa das áreas de maior demanda, que é a segurança pública. É fruto de muito fôlego e plena dedicação. O programa de integração entre as polícias Civil e Militar, o Ministério Público (MP) e a Prefeitura será modelo para outros municípios paulistas.
Se os bandidos se juntam para instituir e disseminar o crime, a sociedade precisa se armar da mesma forma. Ou seja, se unir depositando todos os esforços e conhecimento num trabalho integrado para frear as organizações criminosas. Atuando cada um em seu quadrado, as informações são isoladas e de domínio exclusivo de cada ente. O plano proposto estabelece que as ações sejam conjugadas.
Além do Conselho Municipal de Segurança, já em funcionamento, também está em análise na Câmara o Fundo Municipal de Segurança. Registro importantes contribuições feitas pelo meu filho, vereador e vice-prefeito eleito Juliano Abe (PSD), para aprimorar o documento. Na Comissão de Justiça e Redação, ele faz uma intervenção que permite ao fundo arcar com gastos de aquisição, construção, reforma ou ampliação de imóveis destinados às forças de segurança pública, incluindo a Guarda Municipal.
Enquanto cidadão e, principalmente, como gestor público sei o quanto é importante o trabalho coletivo. Parabenizo todos que pensam e agem assim, invocando sempre a participação popular. Nossa existência em sociedade vale a pena à medida em que lutamos para priorizar e fazer prevalecer o companheirismo, solidariedade e coletividade. É o principal instrumento para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.