Entre janeiro e julho deste ano, 1.119.373 empresas foram criadas no País, o maior número para o período desde 2010. Também representa uma alta de 1,8% na comparação com os setes primeiros meses de 2015. Surgiram 953.060 Microempreendedores Individuais (MEIs) ante 888.837 em igual período do ano passado, uma elevação de 7,2%. A informação é da Serasa Experian, que atribui o aumento ao empreendedorismo por necessidade, aquele em que o sujeito ingressa porque se vê sem outra opção de obter renda.
Muitos ficam pelo caminho em pouco tempo. Levantamento do Sebrae sobre a sobrevivência das empresas aponta que 21,9% dos micro e pequenos negócios instalados no Estado encerram suas atividades em dois anos.
Independentemente da causa - conjuntura econômica desfavorável, má gestão, mudanças na legislação, inovações tecnológicas, transformações no mercado, desavença entre sócios, etc. - falir é sempre doloroso. Entretanto, não tem de ser traumático a ponto de inibir novas investidas. Cair e levantar faz parte do jogo. O empreendedor, acima de tudo, é persistente. Não significa repetir erros; fazer tudo igual após resultados negativos é teimosia. É preciso identificar as falhas e corrigi-las para que o novo início venha sob um olhar mais técnico e amadurecido.
Empreender implica correr riscos. A melhor maneira de lidar com eles é com preparação. O empresário deve buscar se capacitar e adquirir conhecimento técnico e administrativo. A empresa, por sua vez, precisa de planejamento para que as ameaças sejam minimizadas.
Após a falência, o empreendedor desenvolve uma visão mais aberta, deixando de olhar só para o negócio da porta para dentro. Ele aprende a observar com mais atenção o mercado. É nesse ambiente que vai ter de mostrar suas defesas e estratégias para superar concorrentes.
O mundo do empreendedorismo tem inúmeras histórias de fracassos e superações. Desistir sem esgotar as possibilidades é a pior opção.