As tropas brasileiras no Haiti trabalham no envio de comida e remédios para a população mais atingida pelo Furacão Matthew no país. De acordo com o oficial de comunicação da Minustah (a força de paz das Nações Unidas no Haiti), coronel Alexandre Lima, os militares atuam desde o carregamento de navios que saem da capital Porto Príncipe com donativos em direção à região oeste, mais atingida pelo furacão, até a reconstrução de estradas e a distribuição dos mantimentos.
Segundo o coronel, caminhões pequenos, que suportam carga de até seis toneladas, estão sendo usados para o transporte, porque carretas grandes não conseguem chegar até as vilas mais isoladas. Os militares se preocupam também com a segurança dos comboios, que costumam sofrer saques, e na organização da distribuição dos donativos.
O olho do furacão tocou o solo na cidade de Les Anglais, ao sul da península oeste da ilha, de acordo com o coronel. A destruição maior foi numa região circular entre esta cidade e Les Cayes, onde há muitas vilas com casas frágeis e os habitantes vivem da pesca e de plantações pequenas. Segundo Lima, o furacão provocou a destruição de casas e devastou plantações.
O governo haitiano estima que mais 350 mil pessoas necessitam de ajuda humanitária emergencial no país, segundo a Agência Sputnik. Até o início da tarde de ontem, foram confirmados 877 mortos no Haiti por causa do Furacão Matthew, mas a Minustah, embora não faça previsão de números oficialmente, estima mais de mil mortes. Não há registro de mortos entre os soldados das forças da ONU.
Estados Unidos
Após deixar o Haiti, o Furacão Matthew seguiu para os Estados Unidos, onde passou pela Flórida deixando cinco mortos e mais de um milhão de pessoas sem luz. Em seguida, seguiu para a Geórgia e ontem passou pela Carolina do Sul com expectativa de que passe pela Carolina do Norte.