Em tempos de incertezas políticas e econômicas, muitos brasileiros tentam se virar como podem para conseguir sobreviver, especialmente quem não tem emprego ou precisa complementar a renda para prover a si e a sua família. Já para aqueles que estão empregados, o receio é correr o risco de não continuar onde estão e perder a garantia de salário em meio a tantas notícias no País de empresas quebrando ou fazendo cortes para se manterem em pé.
Mais do que nunca, ser servidor público de carreira, concursado, parece ser a forma mais segura de ter estabilidade de emprego, muito embora em alguns municípios e Estados Brasil afora, como no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, essa teoria já não tão real como antes. Infelizmente, estimula-se mais as pessoas a prestarem concurso público - ainda que às vezes sem a certeza de que serão chamadas - do que serem empreendedoras, para gerarem emprego e renda. E isso é algo que vai contra o que se tem muito hoje em dia, com tantas formas e ferramentas de partir para o empreendedorismo, haja vista os cursos e orientações oferecidos por entidades como o Sebrae-SP, por exemplo.
Ainda assim, é comum ver bastante gente transformando um hobby ou algo que fazia somente para a família e para os amigos em um jeito de ganhar dinheiro no bairro, no condomínio, por telefone, na empresa onde trabalha. Principalmente no que diz respeito à comida. É gente fazendo doces, sorvetes, salgados, geleias, etc. Ou mesmo na rua, vendendo água, lanches, artesanato. E o negócio toma tamanha proporção que se torna um meio de vida de fato.
Por um lado se desenvolve um gosto pelo o que passou a fazer e por outro se ganha dinheiro. O momento econômico tende a impelir ainda mais que esse cenário cresça. De acordo com o IBGE, 13,6% dos brasileiros, o que representa 22,7 milhões de pessoas, não têm emprego ou querem trabalhar mais horas.
Enquanto a população torce para que o governo federal, depois de tanta turbulência que culminou no impeachment de Dilma Rousseff e na posse definitiva de Michel Temer na Presidência da República, consiga estabilizar a situação com sua equipe econômica, muita gente não para no ponto e parte para outras maneiras de trabalhar e ganhar o seu dinheiro. Quem sabe num futuro próximo essa necessidade que bate à porta de milhões de pessoas comece a diminuir e a geração de emprego formal passe a aumentar a cada dia. É esperar para ver, mas trabalhando de alguma forma.