O tempo passa e algumas coisas não mudam. Algumas porque as novas ações provam que o passado era melhor, outras, simplesmente por falta de oportunidades, por não existir nada mais produtivo. Os governos são assim. Alguns são considerados ruins, mas depois de outros piores, a população acaba reconhecendo que o antigo tinha lá suas vantagens. Em outros casos, eles foram péssimos e mesmo assim conquistam o direito de retomar ao poder. Foi assim com Paulo Maluf, Fernando Collor, e tantos outros políticos que desagradaram a grande maioria, mas outra boa parte do eleitorado votou neles novamente, apesar de tudo.
Todos merecem uma segunda chance, é a frase mais bondosa para o perdão. E sim, ele acontece também na política. O cidadão parece esquecer as mazelas e sofrimentos causados por aquela mesma figura. Color é senador e chegou ao cargo por meio do voto direto. Maluf já foi várias vezes deputados mesmo depois de ser investigado, acusado e presp. É como se o Brasil votasse em Dilma Rousseff na próxima eleição. Seria o brasileiro um povo que perdoa tudo e a todos?
A questão para quem mora nas cidades do Alto Tietê é parecida. Em Ferraz de Vasconcelos, por exemplo, um antigo nome ressurgiu como a fênix e ganhou o apoio da população. Zé Biruta, que já foi prefeito duas vezes há algumas décadas, retornou ao posto de chefe do Executivo. Sem tirar os méritos dele, mas com certeza o ferrazense se cansou das confusões causadas pelos últimos prefeitos e percebeu que Zé Biruta merece a confiança.
Em outras cidades o caso é diferente. Ter de volta nomes que causaram boa parte dos estragos do município é um erro que pode custar caro. O voto é a arma do cidadão para evitar quatro anos de desespero, desesperança e aflição. Um novo governo se faz necessário quando as coisas não andam bem há alguns anos e nem sempre encontramos no passado um bom nome para consertar os erros. 
Em outros casos, esses políticos antigos não são exatamente os candidatos, mas estão por trás de uma campanha e de um plano de governo. Como todos sabem, políticos não são pessoas acostumadas a desistir fácil. Se tem algo que praticamente todos eles têm em comum é a garra para conseguir um cargo. No entanto, como sempre, quem decide o seu representante é o eleitor. Na maioria das cidades do Brasil, as prefeituras estão definidas para os próximos anos, já em outras, teremos o segundo turno, que é uma chance a mais de as pessoas pensarem bem se querem novos nomes ou antigos conhecidos.