Esse é o tamanho que o Estado deve ter. É isso, em parte, o que propõe a emenda constitucional aprovada em primeira votação no Congresso Nacional. Um teto para os gastos públicos.
O óbvio. Mas muitos estão protestando, dizendo que haverá redução dos recursos para saúde e educação. Nada disso. Esse é o discurso do medo. O Estado não pode e não deve suprir todas as necessidades da população. Não é esse o papel do Estado. A visão e o sonho de que o Poder Público deve suprir tudo para todos é uma utopia, cuja realidade se pode ver em Cuba, onde nada falta aos irmãos Castro e só.
A destruição da estabilidade econômica e fiscal, o aumento desenfreado do desemprego e da inflação causaram a desgraça e o retrocesso de milhões de brasileiros, principalmente os mais pobres e foi isso que derrubou um governo desastroso e irresponsável.
Agora se faça o que deve ser feito. Sem as mudanças, o Brasil quebrará num futuro não muito distante. Não adianta dizer que é contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista ou as privatizações; sem mudança o sistema implode.
A privatização nos tirou da era da fumaça nas telecomunicações. Muita gente não se lembra, mas há 20 anos, ter uma linha de telefone era ter um patrimônio. Hoje, nem linha fixa se usa mais, milhares de brasileiros usam apenas a telefonia móvel e não se vê ninguém protestando contra a privatização das teles. E assim deve ser com tudo que não é estratégico ou essencial para soberania nacional, estradas, portos, aeroportos, serviços de saúde, de educação e o petróleo.
Se a administração pública pudesse e fosse privatizada, também seria ótimo. A iniciativa privada sempre faz mais rápido e melhor, porque está conectada com o mundo real e não com o mundo político e os seus próprios interesses.
Se hoje falamos ou navegamos em nossos smartfones é porque um dia alguém teve a coragem de privatizar as telecomunicações, se queremos mais e melhor, precisamos de um Estado mínimo, controlado e com limites de gastos.