Na delegacia, o delegado após ter chamado todos implicados na briga do bar chamou por último o "Zé", que ainda não tinha se recuperado bem do pileque, para prestar depoimento: "O senhor estava, também, metido naquela encrenca"? "Eu não, 'seu' delegado"! "E como é que você veio parar aqui junto com os outros presos"? "O guarda gritou 'cana' pra todo mundo! De graça, 'seu' delegado, eu não rejeitei, e vim junto".
É o que vemos hoje, o Evangelho da Graça se tornando num evangelho de graça, muito barato, sem custo para o beneficiado. O evangelho que estão pregando nos grandes templos nunca foi o Evangelho anunciado por Jesus. O Evangelho bíblico que professamos e testemunhamos, ensinado por Jesus, não pode ser customizado com filosofias humanas a fim de tornar-se mais atrativo, ou seja, mais razoável aos homens e mulheres de hoje.
Esse Novo Evangelho pratica aquilo que mais aborrece a Deus, ir além ou aquém dos seus mandamentos. Jesus pagou um alto preço para o seu Evangelho ser validado, morte de cruz. Salvação não pode ser negociada pelo homem ao oferecer a Deus como moeda de troca os seus méritos. Salvação por mérito invalida a cruz.
Os "cristãos" de hoje, sem humildade, não querem mais ser servos, preferem ser príncipes servidos pelo Rei com as riquezas do mundo. A fé tornou-se tão tola que mais se crê num copo de água "ungida" do que no Deus que fez a água. À medida que a chama da fé subjetiva foi se apagando ativaram o fogo da crença objetiva realizando uma pletora de milagres. Como terapêutica contra a ansiedade Jesus ordenou que se buscasse em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e as demais coisas necessárias à nossa existência diária Ele supriria.
Infelizmente, os pregadores de pouca doutrina, sobem ao púlpito para anunciar cura e prosperidade, como acontece na passagem de ano "muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender" - Evangelho de Réveillon.