Alunos ocupam desde a noite de sexta-feira a Escola Estadual Caetano de Campos, no bairro da Consolação, centro da capital paulista, segundo informações da Polícia Militar (PM). Eles protestam contra a reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal. De acordo com a assessoria da PM, ocupação é pacífica.
De acordo com informações divulgadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) nas redes sociais, 62 escolas estão ocupadas por alunos no País. A maioria no Paraná, pelo menos 37. No Estado de São Paulo, duas escolas foram ocupadas, sendo que a primeira na capital paulista foi a Caetano de Campos. Para a Ubes, a medida provisória é um retrocesso.
O texto torna obrigatórias para os três anos do ensino médio apenas as disciplinas de português e matemática. Inglês também será obrigatório, mas não necessariamente para os três anos. Os demais conteúdos serão determinados pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda está sendo definida.
Pela MP, cerca de 1,2 mil horas, metade do tempo total do ensino médio, serão destinadas ao conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional. No restante, os alunos poderão escolher entre cinco trajetórias: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas -
modelo usado também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - e formação técnica e profissional. A medida também amplia gradualmente a carga horária para 1,4 mil horas por ano.
As mudanças só devem começar a valer a partir de 2018 - de acordo com o texto, no segundo ano letivo subsequente à data de publicação da Base Curricular, mas pode ser antecipado para o primeiro ano. O texto, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996), prevê o fim da obrigatoriedade do ensino de arte e de educação física. As disciplinas serão obrigatórias apenas no ensino infantil e fundamental.