Em primeiro de janeiro de 2001, o prefeito Junji Abe (PSD) recebeu o município em condição econômico-financeira privilegiada: sem dívidas e com recursos em caixa.
Certamente, o prefeito anterior, Waldemar Costa Filho, sofreu para romper uma inércia de décadas, com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal no último ano de seu mandato, pois isto significou cortar investimentos e reduzir as realizações que costumava fazer, a favor de maior controle e equilíbrio nas contas públicas do município.
O fato é que o ex-prefeito Waldemar pelejou diante da nova realidade, mas ofereceu ao seu sucessor uma condição profícua para que desenvolvesse os quatro anos de sua administração, os quais se tornaram oito, em função da reeleição.
Junji fez o seu trabalho e tratou de colocar Mogi num curso de desenvolvimento, sobre o pavimento de obras importantíssimas conquistadas por Waldemar, como a duplicação da rodovia Mogi-Dutra e a Mogi-Bertioga.
Ninguém nega os tempos de prosperidade da cidade, desde então, os quais encontraram sequência nas gestões do atual prefeito Marco Bertaiolli (PSD), também eleito por duas vezes, tendo permanecido no poder por oito anos, tempo suficiente para que expandisse vários programas criados por Junji e criasse outros tantos, de sucesso, nas áreas de educação, saúde e geração de emprego, dentre outros.
Agora, em conjuntura bastante particular e muito desafiadora, assume o prefeito eleito Marcus Melo (PSDB), na esteira da administração atual e com um claro viés de continuidade, sobretudo considerando que as gestões de seu antecessor foram sucesso aos olhos da população.
Obviamente, não podemos analisar Mogi como uma cidade dissociada do todo, do Estado e do Brasil. Mogi, sem dúvida, é mais uma cidade brasileira, à qual se apresentam ainda grandes desafios e problemas a serem solucionados.
Estamos avançando e até melhores do que muitas cidades, mas quero crer que o prefeito eleito e o vice, Juliano Abe (PSD), não podem se ver em qualquer zona de conforto, mas, ao contrário, não devem pestanejar um minuto sequer na busca de soluções ou melhorias para os males sociais que afligem a todos os brasileiros e, em especial, aos mogianos, no dia a dia!