Na agitação do dia a dia, muitas vezes, não nos damos conta de tantas histórias e situações bonitas que cruzam nossas vidas. Às vezes, quando paramos para observá-las, entendemos que elas acontecem quando menos esperamos.
Já reparou que no meio do nada ou, na verdade, no meio de todos, em horário de pico, sempre vemos abraços longos, onde podemos entender que o mundo está parando para quem está usufruindo desse gesto tão gostoso?
Não importa o barulho, o vai e vem, somente o encontro dos braços na pessoa amada ou no amigo, seja para uma felicidade extrema ou um consolo necessário. Seja lá o que for, é um momento em que podemos contemplar que o Amor, não importa onde, sempre surgirá sem se importar com o resto do mundo.
Na semana passada, em uma volta onde já sabia que os trens estavam "daquele jeito", em plena Estação da Luz, já quase nas escadas que me levariam até a plataforma abarrotada, avistei um rapaz com um buquê de flores à mão.
Sua aflição e desespero eram nítidos. Praticamente lia em seus olhos a pergunta angustiante: "Onde está a pessoa que vim encontrar"?
Talvez ele ou até mesmo a pessoa que estava aguardando não frequentavam muito por ali, então, se acharem seria meio que a sensação da busca de uma agulha num palheiro, porque justo naquele dia, havia muito mais pessoas do que o normal.
Ele andava de um lado para o outro, perguntava algo aos guardas, sem muito sucesso. Não sei quanto tempo mais ele ficou ali. Infelizmente, o perdi de vista quando finalmente consegui subir as escadas que me levariam à tentativa de embarque rumo ao meu lar.
Torci muito para que ele encontrasse seu Amor e aquele lindo buquê de flores chegasse intacto, perfumando aquele momento que, acredito, deve ter sido muito especial.
Então, meus amigos, repito: olhem mais para os lados sem ser para dar aquela cutucada na pessoa que está te empurrando, muitas vezes sem querer. Pode ser que seja exatamente essa pessoa que está procurando para ganhar um abraço de parar o mundo, em plena Estação da Luz.