Compartilhe
O Brasil tem que dar um salto de qualidade na área da educação, iniciando em pequenas cidades, para não correr o risco de caminhar para uma desagregação por fatores que vão desde a falta de utopia na juventude até a ausência de partidos com propostas no país, disse ontem o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.
O senador fez uma palestra especial no seminário Vinte Anos da Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, promovido pela Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. O senador foi reitor da Universidade de Brasília (UnB) e ministro da Educação entre 2003 e 2004, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para Cristovam, embora tenha leis relativas à educação, "algo não está funcionando bem e isso ameaça o projeto de futuro do Brasil". Ele disse que o País precisa de professores bem preparados, escolhidos entre os melhores quadros da juventude, com dedicação exclusiva, sendo avaliados periodicamente. O professor tem que falar a linguagem dos jovens, que é a das tecnologias modernas e a escola, por sua vez, tem que ser em horário integral, incluindo ensino de idiomas, "para poder ensinar tudo" e tirar as crianças e jovens da rua e da frente da televisão.
Segundo o senador, isso custaria em torno de R$ 15 mil por aluno/ano (o gasto mínimo anual por aluno da educação básica pública em 2015 foi R$ 2.545,31), o que daria para pagar R$ 15 mil por mês para um professor com turma de 30 alunos.
Cidades
Pesquisa Sebrae-SP: Copa do Mundo deve beneficiar 791 mil pequenos negócios de São Paulo
Cidades
Bom Prato de Itaquá celebra 14 anos com cardápio especial de Dia dos Namorados nesta sexta (12)
Cidades
PM Rodoviária prende trio e recupera carga hospitalar avaliada em R$ 3 milhões
Cidades
Guarulhos recebe Fórum Regional de Mulheres neste mês com diálogo sobre menopausa