Esta será uma semana decisiva em relação às eleições municipais. Não apenas para aqueles que são candidatos a prefeito ou a vereador e deverão se dedicar ainda mais neste curto período para atrair mais votos, mas também para os eleitores, pois precisam analisar os postulantes e suas propostas e angariar informações e argumentos que os façam votar com consciência e convicção.
É o futuro das cidades em jogo. São quatro anos de administração pública que podem ser entregues às mãos de pessoas capacitadas ou não e que influenciarão literalmente na vida da população. Naqueles municípios onde há possibilidade de ocorrer segundo turno haverá uma chance a mais para que se decida a respeito de quem é a melhor opção, restrito a somente dois concorrentes. Talvez sejam os melhores candidatos ou não, mas foram aqueles escolhidos pela maioria. E um novo pleito é o início de uma campanha diferente, praticamente do zero.
Aqui no Alto Tietê apenas três cidades têm essa possibilidade. Em Mogi das Cruzes, tudo indica que a eleição será decidida em um turno, já que a disputa está praticamente polarizada em dois candidatos a prefeito e, certamente, um deles deverá ter mais do que a metade dos votos válidos. Itaquaquecetuba terá pela segunda vez a possibilidade de escolher os prefeituráveis em duas votações. Na primeira vez, a maioria dos eleitores decidiu em um turno apenas.
O "debutante" neste quesito é Suzano. Após ultrapassar a margem de 200 mil eleitores, o município poderá ver de forma inédita a decisão em dois turnos. Justamente numa eleição que não tem nenhum ex-prefeito como candidato. Tomara que a experiência possa conferir um amadurecimento verdadeiro aos políticos e também aos votantes.
O que importa é que em um ou dois turnos o eleitorado deve estar mais atento, antes e depois da votação. Antes, para poder escolher melhor; depois, para acompanhar o que aqueles que foram eleitos estão fazendo e também não estão, como uma verdadeira fiscalização.
Em tempos de moralização na política, com antigos e atuais agentes públicos perdendo cargos ou sendo presos, é inevitável que surja uma mudança de paradigma, sem que haja mais uma fenda que divida quem governa e quem é governado. Não há separação, ou não deve haver. Quem administra presta um serviço e deve satisfações sempre. E o cidadão tem que cobrar, questionar, participar, se envolver. Só assim uma alteração mais profunda e para melhor que todos esperam será possível.