A Relação Social sob a perspectiva de construção histórica e social não é autônoma, mas acaba sendo todo esse desenvolvimento, que traz aspectos positivos e negativos para a sociedade.
No cenário do século XXI, nunca se produziu tantos alimentos, mas, de forma antagônica, nunca se passou tanta fome quanto nos dias de hoje. Nunca houve tanta distribuição desequilibrada como nos dias atuais; nunca se produziu tanta riqueza na face da terra, mas nunca houve tanta pobreza como atualmente, nunca o homem teve a possibilidade de acesso ao conhecimento como nos dias atuais, mas, ainda temos muitos analfabetos digitais e mais de cinquenta por cento da população só tem o ensino fundamental.
Vivemos num mundo de aspectos negativos e positivos. O que temos de fazer para minimizar o sofrimento de grande parcela da sociedade? Por exemplo, nosso País, embora um dos maiores produtores de alimentos, continua com índices de absoluta miséria e pobreza. Cabe a nossa geração não cometer os mesmos erros e aprofundar as conquistas nesse momento histórico. O homem do século XXI tem dilemas, marcado pelo tempo do flash, pela velocidade dos botes, nossas relações pessoais e sociais caracterizam-se pela extrema mobilidade e velocidade, curtir, descurtir, conectar, desconectar, incluir, deletar, mas isso pode nos trazer problemas.
Hoje as amizades são rasas, nos parecem que situam-se no tempo passageiro, passa muito rápido. Descaracterizou-se o tempo de compromisso do corpo com o espaço social: o corpo é a conexão da internet. O laço social chama-se "Wi-Fi".
Quando falta a conexão da internet em casa, aos finais de semana, toda a família sente tal qual se faltasse a água ou o alimento. O selfie significa dizer "estou vivo", na sociedade midiática. Esse espetáculo midiático acaba sendo levado não apenas para casa, mas também para o trabalho.
Nas relações de trabalho há que se dosar essas relações. Discernimento e bom senso continuam sendo a receita mais prática para as relações sociais.