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Chegou ao fim ontem o julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no Senado Federal. Com a decisão dos senadores pelo afastamento definitivo dela, também se encerra um período de 13 anos consecutivos em que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteve no poder no Executivo Federal brasileiro.
Eleito por quatro mandatos sucessivos, o PT deixa o protagonismo nacional após consagrar-se como primeiro partido de esquerda a chegar ao poder após a redemocratização do País. Sai de cena com altos índices de desaprovação e marcado por escândalos de corrupção, mas também carrega bons resultados na área social e no combate à desigualdade do País.
Especialistas analisaram aspectos fundamentais da gestão petista no poder e a evolução dos principais indicadores econômicos e sociais do Brasil de 2003 até 2016.
Na avaliação da professora de economia da Fundação Getúlio Vargas, Virena Matesco, o primeiro mandato do governo Lula foi marcado por uma continuidade da política macroeconômica estabelecida por Fernando Henrique Cardoso. O campo foi conduzido inicialmente com base em um tripé, que considerava a meta fiscal, com a Lei de Responsabilidade Fiscal orientando estados, municípios e União a gerar superavit primário, proibindo entes de gastar mais do que é arrecadado no Orçamento. Além da meta fiscal, foram estabelecidas metas para inflação e câmbio flutuante.
Para Virena, a política macroeconômica do último período da gestão petista, sob a gestão de Dilma Rousseff, foi um "desastre", que ajudou a fundar o Brasil na crise.
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