Conforme as eleições se avizinham, fica cada vez mais acirrada a disputa nos municípios entre os candidatos, especialmente os que disputam as prefeituras. Apesar da campanha estar mais tímida e "limpa" este ano, até mesmo devido à regras mais rígidas por parte da Justiça Eleitoral, em algumas cidades a atuação é grande em relação à distribuição de santinhos e material por cabos eleitorais, inclusive, há quem esteja até arrancando adesivos de candidatos e placas, na tentativa de "eliminar" a concorrência dos olhos dos eleitores.
Neste cenário, burburinhos sobre pesquisas eleitorais também surgem, apontando este ou aquele candidato na frente dos adversários e na tentativa de influenciar no resultado do pleito. Entretanto, o eleitor com um olhar mais crítico tem se atentado não só às propostas dos candidatos e a sua viabilidade, mas também ao passado do aspirante ao cargo eletivo, seja ele no âmbito Legislativo ou Executivo.
O eleitor pensante vai além. Ele lê os jornais, sites e assiste aos telejornais e debates e analisa os indicadores de instituições fidedignas em questões relevantes e essenciais como Saúde, Educação e Segurança, apenas para citar alguns exemplos. E, de fato, esta parece ser a melhor alternativa para que um cidadão avalie com maior clareza como anda a sua cidade e no que ela precisa melhorar.
Vide o caso do Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), divulgado pela Folha de S.Paulo e Datafolha recentemente, e que foi tema, inclusive, de reportagem no Mogi News. Lá é possível ver como os municípios vinham sendo administrados e, inclusive, analisar em quais setores é necessário se fazer melhorias. Há também o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015, revelado nesta semana pelo Ministério da Educação (MEC), e que também virou notícia.
Por meio destes índices, é possível traçar um panorama mais racional do que acontece em diversos setores da região e comparar com as propostas dos candidatos, a fim de que o voto seja decidido não apenas pela empatia com um ou outro postulante a cargo público, mas sim com base em dados mais próximos da realidade. Importante analisar também se o que está no papel tem chances de ser viabilizado econômica e politicamente a curto prazo, caso a necessidade seja urgente.
Enfim, estamos em uma época em que não dá para jogar fora o que de mais valioso podemos depositar em alguém: a confiança. E quem se sentar naquela cadeira, no ano que vem, terá que refletir muito sobre isso.