A Paralimpíada do Rio 2016 mais uma vez deixou lições importantes que vão além das conquistas de medalhas. Tivemos "aulas" de superação, força de vontade e humildade em todos os dias de competição. Muitos expectadores que foram às arenas Paralímpicas acompanhar os Jogos disseram que saíram do local, diferentes. E a explicação é clara: quando se vê pessoas com certas limitações físicas se doando ao máximo, chorando de alegria ou tristeza por um resultado, e sorrindo para o público presente, nossas dificuldades cotidianas são diminuídas por nós mesmos.
O importante daqui para frente é continuar a luta por uma maior inclusão de todos os deficentes do País, sejam eles paratletas ou não. Mais significativo do que o quadro de medalhas, é preciso que a Paralimpíada sirva de impulso para que as pessoas com limitações físicas consigam cada vez mais atenção da sociedade, seja por questões de mobilidade urbana, oportunidade de emprego, entre outras necessidades.
Ontem foi celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, e as prefeituras dos municípios do Alto Tietê realizaram diversas ações com foco na conscientização. Em Suzano houve palestras ministradas por especialistas sobre os direitos dos deficientes, além de uma exposição de trabalhos das pessoas atendidas no Centro de Convivência, que poderá ser vista na estação ferroviária até a próxima segunda-feira. Em Ferraz de Vasconcelos haverá amanhã uma palestra com o tema "A inclusão começa em casa". Mogi das Cruzes, por sua vez, além de anunciar recentemente a elevação no repasse à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), também inaugurou, na terça-feira, a Unica - Fisioterapia e Reabilitação, no distrito de Brás Cubas, que contribuirá para a reabilitação de pessoas com limitações.
Na sessão da Câmara de Mogi de terça-feira, o vereador Caio Cunha cobrou novamente a criação de um Comitê Permanente de Acessibilidade (CPA) para fiscalizar as novas construções erguidas no município. Apesar da criação de acessos para deficientes nos novos prédios ser previsto por lei, a CPA serveria para analisar se esses acessos estão de acordo com as determinações impostas. O mesmo vereador aproveitou o momento para voltar a cobrar melhorias nas ruas ao redor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no centro.
Difícil precisar que foi a Paralimpíada do Rio a responsável por aquecer o assunto de inclusão social do deficiente. Independentemente disso, essas seguidas ações já podem ser consideradas legados deixados pela competição disputada no Rio de Janeiro.