Durante o Desfile Cívico, em comemoração aos 456 anos de Mogi das Cruzes, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) disse que o maior desafio do futuro chefe do Executivo será manter a qualidade de vida e o desenvolvimento do município. Para ele, a cidade cresceu muito nos últimos anos, e por isso será difícil manter esse ritmo. Bertaiolli já tem seu candidato para que o processo não seja interrompido. Para nós, vale a pena refletir sobre o assunto.
De todas as dez cidades do Alto Tietê, realmente, Mogi é que tem conseguido realizar mais investimentos, serviços e melhorias nos últimos tempos. Só de creche foram mais de 60, além de várias unidades de saúde e modificações no trânsito. Sem dúvida, a continuidade foi importante para que tudo isso fosse realizado. Primeiro, Junji Abe (PSD) ficou por oito anos na prefeitura, e depois Bertaiolli outros oito anos. Como os dois sempre foram parceiros, podemos dizer que Mogi teve uma gestão de 16 anos. Claro, que cada um com suas peculiaridades, pois foram governos distintos, porém com o apoio um do outro.
Alguns municípios da região parecem começar a trilhar o mesmo caminho. Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá, por exemplo, terão a chance de manter seus prefeitos e dar mais tempo para que os prefeitos continuem seus trabalhos. O mesmo não ocorre em Suzano, onde o prefeito não tentará a reeleição, e mesmo que tentasse teria poucas chances de vencer, tamanhas as críticas ao governo atual.
Os eleitores devem prestar atenção em tudo que tem sido feito em seu município. A eleição deste ano será muito disputada em várias cidades e a população tem a possibilidade de conhecer, por meio da Internet, bem mais os seus candidatos. Uma boa dica é o cidadão escrever em um papel alguns temas, como Saúde, Segurança, Educação, Cultura, Trânsito e Economia. Depois, dar uma nota de 0 a 10 para cada tema, levando em consideração como tal setor é tratado pelo prefeito atual. Com o resultado em mão será possível comparar, na hora de conhecer os novos candidatos, quais deles poderão melhorar os setores mais fracos e manter a qualidades nos setores que vão bem.
O importante é o eleitor entender que não podemos mais acreditar em promessas. Que o candidato que vai no seu bairro e oferece emprego em troca de voto, ou te ajuda por causa de sua escolha, não é necessariamente a melhor opção. Um dia, quem sabe, para se tornar vereador ou prefeito, o candidato terá de estudar muito, se tornar capacitado e enfrentar uma prova como um concurso público, para então assumir a vaga. Enquanto isso não ocorre, temos que ficar de olho.