Nos idos de 1822, experimentou a incipiente nação brasileira, grito de euforia!
Às margens do Ipiranga o jovem Pedro, conclamou o povo brasileiro a lutar pela independência que naquele instante proclamava.
Cento e noventa e quatro anos passados, e a pergunta ainda não quer calar: somos independentes de fato?
Aqueles que analisam a questão pelo ângulo da soberania, hão de dizer que sim!
Afinal de contas, explicitamente, não temos nação a nos monitorar, a nos impor regras ou condições!
Singelamente contesto o argumento, lembrando que somos dependentes, em quase tudo, dos grandes grupos econômicos que, não só se apoderam de parcela rica desse país gigante, como também ditam rumos à política brasileira, enquanto detentores de inestimável capital se fazem poderosos.
Tentar minimizar a influência dos grandes bancos ou das enormes montadoras, nesse contexto, seria se tapar o sol com peneira!
Aqueles outros que, enaltecendo que no concerto mundial, pelo aspecto acima discutido, não há Estado verdadeiramente independente - o que aceitável - enxergam nas liberdades proclamadas no texto constitucional a comprovação do termo continuarão a assentir! Afinal, independência e liberdade andam de mãos atadas, uma não existindo sem a outra!
Mas, incidente acontecido em aniversário do rompimento com o jugo português, também desnatura a opinião.
Lembrando os tempos negros da ditadura, no local designado para três mil pessoas que foram assistir aos desfiles, apresentou-se forte aparato de segurança, tendo ele como incumbência maior, a de se apossar de cartazes daqueles que se opõem ao governo, e que, pacificamente, pretendiam demonstrar a irresignação.
Não só isso, sítio reservado para funcionários palacianos, quando, à falta dos estandartes, resolveram se manifestar por palavras, provocaram injustificável ira, a ponto de o presidente sem votos, bradar que abrirá sindicância visando a punição dos que não gostam dele.
Continua a indagação: Independentes? Em que?