Já estamos em contagem regressiva para a eleição do dia 2 de outubro e, assim como os candidatos a prefeito e ao Legislativo tiveram pouco tempo para angariar votos e apresentar seus projetos, - por causa das leis restritivas de campanha impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, os eleitores também contaram com período restrito para escolher suas opções.
Mas, por outro lado, o TSE, junto com tribunais regionais de todo o País, desenvolveu uma dezena de aplicativos para smartphones e tablets, com o intuito de estimular os eleitores a participarem ativamente do processo eleitoral. E essas ferramentas vêm sendo cada vez mais relevantes. Exemplo disso é que nas eleições de 2014 quatro aplicativos foram colocados à disposição dos eleitores.
Esta é uma maneira de saber se os seus candidatos estão respondendo ou responderam judicialmente por alguma irregularidade na campanha. É também uma forma de ter a garantia de que você está oferecendo seu voto para o candidato certo, pois cometer pequenas irregularidades no período de campanha pode ser um indício da má índole do político.
Para denunciar é importante saber o que pode ou não nesta última semana de campanha. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, por exemplo, só pode ser transmitida até hoje, assim como a realização de comícios e debates. A campanha corpo a corpo pode ser realizada até as 22 horas deste sábado, na véspera da eleição. Até o dia 1°, também às 22 horas, são permitidas a distribuição de material gráfico, a realização de caminhadas, carreatas e passeatas e a utilização de carro de som na sede do partido. O uso de bandeiras também só é permitido até esse horário.
Já no dia da eleição, neste domingo, é estritamente proibido fazer boca de urna, ou seja, fica mantida a regra que proíbe a propaganda eleitoral, como a distribuição de santinhos, por exemplo. Também no dia da eleição, o eleitor não pode ser abordado, coagido ou incomodado por nenhum candidato, sob pena de cometer o crime de boca de urna. Todos esses abusos devem ser informados à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público. Alguns desses aplicativos, inclusive, permitem que as pessoas façam fotos e vídeos e enviem diretamente para a Justiça Eleitoral.
Se as redes sociais e o corpo a corpo vêm sendo as melhores maneiras de o eleitorado conhecer os postulantes aos cargos, é bom não esquecer que, por meio da fiscalização, o eleitor consegue, muitas vezes, entender o caráter do político que pede o seu voto. E isso deve ser determinante na hora de apertar a tecla verde no próximo dia 2.